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miércoles, 25 de junio de 2014

AQUÍ ES TRANQUILO, (AQUI ESTÁ-SE SOSSEGADO), Fernando Pessoa (inédito) (traducción Google)

Aqui está-se sossegado

Aqui está-se sossegado,
Longe do mundo e da vida,
Cheio de não ter passado,
Até o futuro se olvida.
Aqui está-se sossegado.
Tinha os gestos inocentes,
Seus olhos riam no fundo.
Mas invisíveis serpentes
Faziam-a ser do mundo.
Tinha os gestos inocentes.
Aqui tudo é paz e mar.
Que longe a vista se perde
Na solidão a tornar
Em sombra o azul que é verde!
Aqui tudo é paz e mar.
Sim, poderia ter sido...
Mas vontade nem razão
O mundo têm conduzido
A prazer ou conclusão.
Sim, poderia ter sido...
Agora não esqueço e sonho.
Fecho os olhos, oiço o mar
E de ouvi-lo bem, suponho
Que veio azul a esverdear.
Agora não esqueço e sonho.
Não foi propósito, não.
Os seus gestos inocentes
Tocavam no coração
Como invisíveis serpentes.
Não foi propósito, não.
Durmo, desperto e sozinho.
Que tem sido a minha vida?
Velas de inútil moinho —
Um movimento sem lida...
Durmo, desperto e sozinho.
Nada explica nem consola.
Tudo está certo depois.
Mas a dor que nos desola,
A mágoa de um não ser dois







Aquí es tranquilo 

Aquí es tranquilo, 
Lejos del mundo y la vida, 
Lleno de no haber pasado, 
Incluso si el futuro olvida. 
Aquí es tranquilo. 
Los gestos inocentes Had, 
Sus ojos estaban riendo en el fondo. 
Pero las serpientes invisibles 
Lo hicieron al mundo. 
Si los gestos inocentes. 
Aquí todo es paz y del paseo marítimo. 
Lo que ahora se pierde la vista 
En la soledad de hacer 
A la sombra azul que es verde! 
Aquí todo es paz y del paseo marítimo. 
Sí, podría haber sido ... 
¿Pero ni la razón 
El mundo ha dado lugar 
El placer o conclusión. 
Sí, podría haber sido ... 
Ahora no se olvide y soñar. 
Cierro los ojos oigo el mar 
Y escucharlo así, supongo 
Eso vino azul a verde. 
Ahora no se olvide y soñar. 
No era el propósito, no. 
Sus gestos inocentes 
Conmovido el corazón 
Cómo invisibles serpientes. 
No era el propósito, no. 
El sueño, despierto y solo. 
Esa ha sido mi vida? 
Velas decorativas molino inútil - 
Un movimiento sin asas ... 
El sueño, despierto y solo. 
Nada explica o consola. 
Todo es justo después. 
Pero el dolor en la desolación, 
El dolor de un no ser de dos

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